O cantor e compositor Luís Represas morreu esta quarta-feira, 22 de julho, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A informação foi avançada pela agência que o representava.
Luís Represas assinalava este ano 50 anos de carreira, divididos entre o percurso com os Trovante e uma longa carreira a solo. Em março, tinha voltado aos palcos com a banda para concertos esgotados na MEO Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Para 2027 estavam já anunciados dois concertos comemorativos dos 50 anos de carreira, nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Nascido em Lisboa, em 1956, fundou os Trovante em 1976. O grupo tornou-se uma das referências da música portuguesa, cruzando influências da música tradicional com o rock e deixando álbuns marcantes como Baile no Bosque e Cais das Colinas.
Em 1993 iniciou uma carreira a solo com o álbum Represas, gravado em Cuba, dando início a um percurso que ficou marcado por temas como Fora de Tempo, Neva sobre a Marginal e Feiticeira, além de discos como Cumplicidades, Boa Hora e Miragem, editado em 2024.
Em declarações à agência Lusa, em 2024, o músico defendia que o mais importante para um artista era preservar a sua identidade. “A minha impressão digital, aquilo que me faz ser eu e que me faz ser diferente dos outros, é o fundamental”, afirmou na altura.
Ao longo da carreira colaborou com nomes como José Afonso, Fausto, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Jorge Palma, Gilberto Gil, Phil Collins e Compay Segundo, entre muitos outros. Em 2005 foi distinguido pelo Estado português com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.


