O músico Jorge Palma morreu na segunda-feira à noite, 21 de setembro, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A informação foi confirmada pela família e pela agência do artista.
Autor de temas como Frágil, Bairro do Amor, Estrela do Mar, Na Terra dos Sonhos e Deixa-me Rir, Jorge Palma deixa uma carreira com mais de meio século e uma obra que marcou várias gerações da música portuguesa.
Nascido em Lisboa, em 1950, começou a estudar música aos seis anos e entrou no Conservatório de Música de Lisboa aos 10. Ainda adolescente afastou-se da música clássica para se aproximar do pop e do rock.
Antes de iniciar a carreira em nome próprio, passou por grupos como os Black Boys e os Sindicato, banda que atuou na primeira edição do Festival de Vilar de Mouros, em 1971. Em 1972 editou o primeiro single, The Nine Billion Names of God, e três anos depois lançou o álbum de estreia, Como uma Viagem na Palma da Mão.
Ao longo das décadas seguintes editou trabalhos que se tornaram referências da música portuguesa. Entre eles estão Bairro do Amor, Só, Norte, Voo Nocturno e Com Todo o Respeito. O último álbum de originais, Vida, foi lançado em 2023.
Na década de 1990 integrou ainda os Palma’s Gang, ao lado de Zé Pedro e Kalu, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex Cortez, dos Rádio Macau, e fez parte do projeto Rio Grande.
Mais recentemente, Jorge Palma apresentou o espetáculo 3 Palmas na Mão, ao lado dos filhos Vicente e Francisco Palma.
Ao longo da carreira recebeu várias distinções, entre as quais o Prémio José Afonso, o Prémio Pedro Osório e a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Lisboa. Foi ainda condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em abril deste ano recebeu o Prémio Carreira na 8.ª edição dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa.


