Festas de São Pedro 2019

Carminho ao vivo em Porto de Mós a 6 de julho

Carminho tem sido uma embaixadora do fado. Nas últimas semanas percorreu o mundo em concertos, desde as Ilhas Canárias, Chile, Argentina, Perú, Brasil e muitos ainda se seguem ainda no decorrer deste ano. O novo disco composto por 12 faixas é como uma forma de falar sobre sí, as suas raízes, origens e a tradição do fado como Património Imaterial da Humanidade em Portugal. A cantora faz parte do leque da nova geração de artistas que trouxe uma nava roupagem ao fado desde o início deste milénio.

Depois da aventura que foi dar voz própria a temas de Tom Jobim, Carminho quis voltar ao fado, e gravou “Maria”, lançado no final do ano passado. Um trabalho íntimo e original e até pessoal, e por isso assim se intitula, mas não simplesmente, porque essa busca obrigou a uma reflexão mais profunda sobre o que o fado representava para si.

Maria do Carmo nasceu numa família de músicos, sendo a sua mãe, Teresa Siqueira, e o seu irmão, Francisco Andrade, também cantores. Começou a cantar aos 12 anos de idade e tomou a decisão de fazer carreira na música durante uma viagem que fez pelo mundo durante 11 meses. Ao longo destes anos, a sua voz também se ouviu nas casas tradicionais de fado na capital do país, tal como a sua mãe e outros grandes fadistas portugueses.

Em jeito de viagem ao seu universo escutamos três guitarristas diferentes, consoante os temas (Bernardo Couto, José Manuel Neto e Luís Guerreiro), viola de fado (Flávio César Cardoso), baixo acústico (José Marino de Freitas), piano (apenas na faixa final, João Paulo Esteves da Silva), pedal steel guitar (Filipe Cunha Monteiro) e guitarra elétrica com Filipe Cunha Monteiro e a própria Carminho, num inédito seu chamado de “Estrela”.

Cinema e outras colaborações

Carminho participou no filme “Fados” de Carlos Saura de 2007. O disco com a banda sonora inclui a faixa “Casa de Fados” com a participação de Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela, Ricardo Ribeiro e Pedro Moutinho. O filme recebeu o Prémio Goya para melhor canção original: “Fado da Saudade” na interpretação de Carlos do Carmo. Estava ainda nomeado para a categoria de Melhor Documentário.

No ano seguinte, interpretou “Gritava contra o silêncio”, um excerto de um conto de Sophia de Mello Breyner Andersen, no primeiro disco de inéditos de João Gil. Foi apontada pelo site Cotonete como um dos nomes a seguir no ano de 2009. O disco de estreia, “Fado”, produzido por Diogo Clemente, foi editado a 1 de junho de 2009.

Em 2011, voltou a surpreender os fãs com o “Ser Feliz”, interpretado ao lado de Ney Matogrosso, e colaborou também com Pablo Alborán no tema “Perdonáme” que foi um grande sucesso em Espanha e Portugal e em “Lusa” de Pedro Luís. Estas são apenas duas colaborações entre tantas outras com artistas de renome.

Em março de 2012 lançou o seu segundo disco intitulado “Alma”. A edição brasileira inclui duetos com Chico Buarque (“Carolina”), Milton Nascimento (“Cais”) e Nana Caymmi (“Contrato de Separação”), e dois anos depois o “Canto”. “Carminho canta Jobim” e “Maria” são os seus dois últimos trabalhos já editados.